observação 3

14/05/2010

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Minha terceira observação foi na quarta-feira, dia 04 de maio. Fomos com a turma até a Biblioteca para escolher livros e depois fomos para o pátio. Como em toda aula fora da sala de aula, a dispersão foi maior do que se fosse dentro dela, mas não foi uma situação constrangedora, sendo que no segundo período eu fiquei responsável por eles, pois a professora precisou atender outra turma que ficou sem professor.
Incrível como parece uma novidade tremenda a leitura para eles, especialmente poesia. Como observado na Avaliação Diagnóstica eles têm preferência por fábulas, talvez seja porque ano passado trabalharam com este gênero no último bimestre (na 5ª série).
Há sempre aqueles que não se importam com a atividade, correm pelo pátio, inventam gracinhas e deixam de fazer o proposto, em compensação acho que foi considerável o número de alunos que se fizeram leitores naquele momento.
Hoje não tenho muita reflexão sobre a observação da aula, apenas sobre o grande problema de elaborar o projeto de ensino a ser trabalhado durante meu estágio. Eu ainda não consegui sentar e ler, refletir realmente sobre o meu trabalho. Bem feito, quem mandou não conhecer nada sobre Literatura, métrica, rima, verso, etc. Vá que eles me perguntem coisas deste tipo, como ficarei, sei que não sou obrigada a saber tudo, mas vai ser contrangedor.

Meu tema para o projeto é INFÂNCIA, isto é, vou tratar sobre uma fase da qual eles estão saindo e gostaria que produzissem textos (poemas). A ideia inicial está no conto do angolano Ondjaki "O portão da casa da tia Rosa", que faz parte do livro de contos Os da minha rua, lançado em 2007 e que traz diversos contas sobre esta fase da vida do escritor. A partir da visão de que a infância é a mesma fase para crianças de qualquer classe social, cultura, país, etc. eu penso em favorecer a reflexão sobre o tema e espero que eles possam produzir textos a partir disto. Então, vou levar materiais que tratem deste tema (poemas e contos)
Em primeiro lugar, estou pensando em começar com poemas que tratem do fazer poético, do próprio poema e do poeta. Para a segunda aula a ideia é de levar o conto do Ondjaki e também um trecho do livro Transplante de menina, da Tatiana Belinky. Mas, a partir daí eu não faço ideia do que fazer.

E aceito comentários e sugestões...

atividade endereçada...

08/05/2010

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Para as aulas de Produção Textual em Língua Espanhola uma atividade proposta foi a de escrever Instruções para... seguindo Instrucciones para subir una escalera, de Julio Cortazar. Divulgo as minhas (mas, não esqueça dos meus créditos) que são:

Instrucciones para aislarse del mundo

Caro lector, no te asustes con lo dicho, pues aislarse es algo que siempre pasa, aunque sea una sóla vez en la vida, a cualquier persona. Hay aquellos que sufren una decepción amorosa y pasan a vivir aislados durante un buen periodo de tiempo, como si fuera capaz de huir de toda la posibilidad de relacionarse, pero con el tiempo todo eso pasa. A veces aislarse no es un proceso elegido por la persona, es decir, en determinadas situaciones el hecho de estar aislado de relaciones sociales es involuntario porque la gente con quien se convive no sabe lidar con ciertas diferencias. Esse no es el tema tratado aqui em estas instrucciones y vámonos de una vez a ellas. Hace tiempo yo pensaba que no era tan necesario estar rodeado de gente y que tanto hacía la soledad. Una tontería, pues nadie puede vivir aislado en ese mundo y relacionarse es de la naturaleza humana. De cualquier manera me parece que hay mucha gente que desea hacerlo y no es tan dificil, basta seguir estes consejos y será muy rápido aislarse del mundo, aunque no hayas pensado antes sobre la facilidad del acto. Un primer paso será querer ser el mejor en todo y exponer a todos que te sientes así, aunque sepas que no es de todo verdad. Sea la única persona a demostrar que sabe de determinados asuntos y no les cuente nada, porque aquél que quiere aislarse no cuenta a nadie sobre lo que sabe, sólo demuestra que es lo mejor. A veces, sal por la calle mirando hacia el cielo, pues los aislados no miran a la gente, esas no valen nada para ellos. Cuando te invitan a salir para una fiesta o una cena en casa de amigos, no vayas. ¿Para qué irse? La gente que allá estará no es tan buena como tu espejo, ¿no es verdad? Vete por tus pensamientos porque en ellos no le encontrará a nadie. Mira a la gente que pasa por tí con aire de soberba, eso es fatal, pues nada mejor para que la gente desista de hablar contigo que ser arrogante. Comenta con los pocos que aún hablan contigo cosas torpes como decir que no te gusta el modo como la gente se porta o como habla, diga que son unos tontos que no conocen de lo bueno y bello de la cultura. Haz una cara de dolor de barriga a cualquier intento de aproximación, porque no me parece que la gente va a querer ser maltratada por mucho tiempo. Pónte en un pedestal como si fueras intocable. Sé demasiado vanidoso y huraño. Son dos cualidades que juntas no dejan que la gente se acerque. Escóndete em tu casa a los fines de semana, sal de tu casa sólo para trabajar porque tendrás de comer y para eso sólo teniendo el dinero que viene de tu trabajo, pero eso no te impide de tener mala cara allá también. Y por fín, no me agradezca por las sugerencias, los aislados del mundo son gente que se siente arriba de cualquier persona.
Por mim em 07 de maio.

observação 2

06/05/2010

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Seguindo com o propósito de publicar minhas reflexões de estágio. 

Segunda-feira, dia 03, apliquei a atividade diagnóstica e combinamos com a profª titular da turma de trabalharmos com Literatura durante o estágio. Minha atividade tinha muita pergunta. Mostrei para algumas colegas que me disseram que poderia ser exigir demais dos alunos, mas pensei que seu tivesse sido um pouco mais exigida no meu fundamental teria levado um ensino médio bem melhor. Eis algumas perguntas e suas respectivas respostas (não todas as respostas):

Qual tua maior dificuldade na disciplina de Língua Portuguesa? Por quê?
Objeto direto e indireto, não aprendi muito bem; plural dos substantivos; verbos; acentuação; uso dos porquês; adjuntos adverbiais; interpretação e redação. 
Noto que a gramática, mesmo sendo o estudo privilegiado neste nível de ensino é o grande problema mencionado pelos alunos. Mas por quê?

Abaixo, cita o que tu mais gostas de ler
livro didático; poemas e fábulas; gibis; livros como Marley e Eu, Crepúsculo, etc.; contos e matemática. Uma resposta um tanto inesperada, pois não imaginava que poderiam dizer isso. 

Tens livros em casa? Lembras quais?
A vida de Santos Dumont; contos infantis; A hora do cachorro louco; gibis; livros de desenho; livros da série Crepúsculo; livros espíritas; livros de terror; A cabana; além de livros didáticos. 

Também fiz umas perguntas de marcar com X perguntando quem das listas eram: escritor, poeta e escrevia para crianças e adolescentes. Por estas perguntas deu para notar que eles têm pouco contato com a leitura deleite, isto é, se leem é para cumprir uma atividade escolar e não buscam livros nos quais possam imergir na imaginação enquanto leem.
Na segunda-feira a aula é curta, um período apenas. A professora entregou as provas do bimestre. O ruim é que eles demoram a prestar a atenção e quando digo demoram, é demorar mesmo. Mesmo sendo uma turma de maioria composta por meninas, só se ouve os meninos. Lógico que não são todos, mas os poucos que bagunçam tomam conta da situação. Quanto a isto eu não sei o que posso fazer, tenho medo de não ser vista como autoridade por eles, mas espero que me abram espaço para realizar as atividades propostas.

cara de feliz

01/05/2010

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Uma postagem apenas para dar movimentação ao blog.

A Aline e a Ester disseram que eu estava com uma "cara boa", ar de felicidade. Respondi que é o AMOR. Ao começo elas acreditaram, mas não dá pra ficar dizendo aquilo que não é, não é verdade? Ao certo, eu não sei o motivo que deu aparência diferente para que as meninas "enxergassem" brilho no meu olhar. Talvez aquilo que se deixa para trás, um relacionamento que pereceu e ficou apenas na lembrança. Uma relação que por enquanto só deixou o luto, mas que certamente vai se apagando, se esfumaçando, se extinguindo no tempo... isso pode ser o motivo do ar diferente que os outros notam e eu não consigo seque perceber. Talvez a sensação de que não há a mínima chance de arrependimento faça com que o inconsciente sinta-se liberto para sentir outras sensações, outros sentimentos, como se a estrada tivesse mudado ou como se o olhar do viajante tenha agora um novo ângulo, como no Doutor e Miguilim (do Guimarães Rosa).
As cores são as mesmas, mas é a incidência de luz que faz ter este ou aquele tom pode ter mudado um pouco. E com o tempo a raiva vai cedendo espaço... mas, não sei para que sentimento ela cede lugar - só sei que vai liberando meu coração do sabor amargo que ela trazia, o amargo que deixava tudo ao redor um pouco mais cinza. E sobre isso só quem está na situação para entender.
Mesmo que as pessoas ao redor digam e repitam o que deves fazer não é tão simples como se fala àquele que sente o luto do final. E cabe aqui uma citação, já que Shakespeare me diz o que eu quero dizer: Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente. Simples assim! E de qualquer maneira eu preferi viver a dor... sem ela eu não poderia saber como é bom deixá-la prá trás. E hoje dá para pensar no que vem depois, ainda que não saiba o que eu quero para depois e sem imaginar o que virá depois. Mas, é bom ouvir alguém te dizer: 'tu tá com uma cara de felicidade, tá amando?' e melhor ainda, poder responder que é sem motivo aparente.

observação 1

27/04/2010

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Decidi fazer o mesmo que a Deise (http://ideiasinsanaspontocom.blogspot.com) e publicar o meu Diário de Estágio aqui no blog. Então vamos a ele. 

***
Minha primeira observação da turma. São 27 alunos (ao menos neste dia), com idades entre 11 e 15 anos, sendo a maioria meninas. Bastante curiosidade por parte deles, perguntam quanto tempo vou ficar, se a professora não vai mais dar aula para eles, que idade eu tenho, etc. e tal. A princípio me deu uma sensação de insegurança por pensar que posso não ter domínio de classe.
Surge também a questão sobre a adequação da minha proposta inicial de Projeto de Ensino, que eu tentaria fazer uma adaptação do "Infância: aqui, lá, em qualquer lugar", que foi um projeto que elaborei para uma disciplina e gostaria de colocá-lo em prática. O tema não é apropriado para estes alunos, mesmo eles estando na 6ª série, certamente não gostarão de serem tratados como crianças e o trabalho pode não fluir legal. 
Então, agora tenho dois pontos a organizar: um novo projeto (novo foco de estudo) e adequação dos conteúdos programáticos ao trabalho com Literatura. É certo que precisamos ter novas experiências e como eu venho focando mais na Linguística e nos Gêneros Digitais, pensei que poderia ser muito proveitoso tentar trabalhar com o literário em aulas de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental. Os alunos dizem que não gostam da aula de Português e têm motivos para isso. Ficar decorando regras e apenas memorizando, sem fazer uso dela em quase momento algum não é uma boa atividade. 
A exemplo da afirmação posso citar Marcuschi (2008 apud MELO, 2008) ao dizer que "compreender é uma atividade colaborativa que se dá na interação entre autor-texto-leitor ou falante-texto-ouvinte (...) A compreensão é também um exercício de convivência sociocultural" e deste modo é necessário  entender que o processo de ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa precisa proporcionar espaços de convivência do aluno-leitor com o literário, além de propiciar a construção significativa do conhecimento da língua, deixando de ser mera memorização de regras gramaticais.

Referência:
MELO, Jeane Maria de. O lugar do texto literário na diversidade imagética dos gêneros textuais. In: XI Congresso Internacional da ABRALIC: Tessituras, Interações, Convergências. USP - São Paulo, 2008.
(Disponível em: http://www.abralic.org/anais/cong2008/AnaisOnline/simposios/pdf/022/JEANE_MELO.pdf)

***
Semana que vem volto à escola, pois nesta semana estarei em Pelotas, apresentando trabalho no VI Seminário Nacional de Linguagem e Ensino, com o tema "A internet na aula de Português: quando o texto está na tela do computador". Até a próxima.

(in)decisões

21/04/2010

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Alguma vez já te pegaste pensando que optar por este ou aquele caminho é bastante complicado? Certamente sim. Nem sempre tomar decisões é razoavelmente fácil. Incrível também quando decidimos mudar uma situação, não importando se as consequências não nos serão muito agradáveis. Esta é uma postagem extremamente de assunto pessoal, sem falar de coisas da faculdade ou situações ligadas à educação. Longe da àrea da educação, e sim, do meu total despreparo para assuntos do coração. E como comentou a Ester em certa ocasião se eu não teria vergonha de falar sobre tais temas e respondi que não, afinal de contas de quem eu estaria falando o leitor não saberia. 
Eu venho há meses tentando terminar uma história de (des)amor. Entre parênteses sim, porque não é uma história em que envolve este sentimento, porém não é uma relação de ódio. Honestamente, não sei como definir. Mas, continuando, há meses tenho tentado dar um ponto final na minha história cansativa. Diversas vezes eu disse não e o telefone sempre tocava. O ex sempre querendo voltar, mesmo sem no mínimo me ver. Dizendo que havia mudado, mas mudado em relação a quê? Nem ele sabia. 
Eu demorava a atender, mas tamanha a insistência, às vezes cedia ao toque do telefone e lá estava eu ouvindo aquela conversa outra vez. Duas vezes aceitei o retorno, mesmo não tendo visto o menino, mesmo fugindo do encontro. Tudo no intuito de que ele desistisse em função do meu desinteresse. E eu sabia que minha vontade mesmo era de provar-lhe que não ele tinha mudado nada em seu comportamento estúpido. Ainda assim ele julgava ser uma pessoa melhor. Porém, continuava egoísta. Sempre me perguntava se eu cederia a outra vontade dele... coisa que eu não estava a fim de fazer. Dado a total inapetência. Exatamente por isso passei a não querer vê-lo e inventar desculpas quando ele estava na cidade. Eis aí outro problema: ele não trabalha aqui... eu não confio nele... eu não senti falta dele um só momento sequer. Como iria querer estar ao lado de alguém que não me faz falta?
Sábado levei um tombo de moto, mas saí de casa decidida a resolver a situação, dizendo: Hoje eu resolvo esta situação. E se imaginasse que o que eu fiz seria tão eficaz, já teria feito antes. Julgue mal, julgue bem, só vivendo para sentir e saber o que te causa dor ou alívio. A sensação de liberdade que dá de ouvir a pessoa dizer que nunca mais quer te ver é indescritível, o único porém é o orgulho ferido. Por que ele não aceitou meus vários nãos? Por que tinha que se sentir o importante? Esta é uma característica idiota de certos homens, a noção de que a mulher vai morrer de solidão se não estiver com eles. Ledo engano. E fui salva pelo gongo. Também pelo freio da moto, hehehe. Ninguém sinalizou que a curva estava ali... e lá fui eu para o chão... alguns roxões, mas coração livre para quem sabe descobrir o amor leve e sem cobranças.
E pensando no ex, espero que um dia ele melhore. Não para mim, não é o tipo de homem que eu quero. Preconceito? Não. Mas, ele acha perda de tempo que eu leia. Meus olhos tem um horizonte diferente do dele. Ele, provavelmente, crerá que estou triste por haver quebrado as correntes que nos prendiam, já eu  posso dizer que ele fez o que eu queria... que me deixasse em PAZ.

Menino de mochila rosa

15/04/2010

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Noite passada embarcou no ônibus um menino usando uma mochila rosa. Nessa mesma noite eu decidi tomar apenas um ônibus para voltar pra casa e da Uergs até o centro fui a pé. Primeira observação feita: um homem de moto conduzia uma moça cadeirante (uma cadeira motorizada), com a finalidade de protegê-la do trânsito. Logo mais adiante vários rapazes no posto de gasolina e nem vi se estariam bebendo, pois tinha pressa. Então, continuei e da Urcamp até o Centro Antoniano nada de especial, ao menos que recheie este texto.
Estando na parada de ônibus (aqui é diferente, não se diz 'ponto') vi quando um casal de namorados e uma amiga passava do outro lado da rua. Houve um momento em que o menino parou na frente da namorada e para quem via de longe parecia estar brigando. O modo como a moça balançava a cabeça dava a impressão de que discutiam, provavelmente por algo bobo, já que o namorado “tascou-lhe” um beijo e continuaram sua caminhada.
Era noite de jogos - tanto Copa do Brasil, Libertadores da América. Tinha também clássico Ba-Gua, traduzindo: Bagé x Guarany. E no Centro Antoniano a bola rolava num futebol de salão sem profissionais, um jogo de fim de noite para descontrair, correr, fazer exercício e tal. Na televisão mostravam Grêmio e Avaí, no rádio vários outros, um menino que estava por ali ditou todos os placares de jogos da noite até aquele momento. E era engraçado ver que cada um queria saber mais que o outro sobre classificação e próximos adversários.
O ônibus chegou, embarquei. No rádio a narração do Ba-Gua. Já estava em 51 min de jogo. Está bem, não entendo das regras, mas sei que o normal são dois tempos de 45, podendo passar um pouco, mas daí aumentar em seis, certamente algum problema teria acontecido. E lá vai o ônibus por seu itinerário, até chegar na curva da Emílio Guilain com Pe. Abílio. Há uma quadra do estágio Visconde de Magalhães Rossell (puxa, dizer todo o nome do estádio, que pomposo, não acham?), o estádio do Guarany, embarca no ônibus um menino de mochila rosa. Não um menino efeminado, ao menos não me pareceu e, sim, um garoto que deveria estar voltando de um jogo de futebol, pois trajava calção preto, camiseta verde escuro, chuteira e meião.
Estive lendo sobre a tradição de usar rosa apenas para as meninas e há diferentes versões, em uma delas diz que é em função de uma lenda europeia que dizia nascerem de uma rosa as meninas e os meninos de repolhos azuis. Pobres crianças, além de serem fadadas a viver estigmatizadas pelas cores, tinham de crer em lendas que diziam serem oriundos do reino vegetal.
E apenas para não me estender (vá que o leitor se canse de mim), conto que ao passar pelo estádio do Guarany havia uma confusão ao término do jogo, muitos homens tumultuados, nenhum vestindo rosa. Enquanto isso, no ônibus, o menino da mochila rosa seguia, quieto, sem sequer imaginar que hoje eu falaria dele para pensar nas situações que dizem ser mais tendentes aos homens ou às mulheres. E também porque fiquei muito contente em vê-lo usando uma cor de meninas.

P.S.: Eis um exemplo de como não saber terminar um texto.