FELIZ 2012

02/01/2012

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Bem, é o seguinte: o blog está parado há bastante tempo. Nem sei exatamente o motivo. Talvez seja porque realmente não tenho tido tempo para ler e comentar aqui. 
Agora, além de ser uma professora em formação, sou uma professora em atuação. Fui nomeada há pouco tempo e posso dizer que todos aqueles textos que lemos na universidade e sabemos que não serão postos em prática em sua totalidade nos ajudam bem pouco. Não posso dizer que não ajudam nada, porque ao menos nos fazem pensar no quanto gostaríamos que a situação em que se encontra a educação fosse diferente. 
Não basta sonhar. Há que se sonhar e colocar "os braços" à prova para conquistar o topo da montanha que resolvemos escalar. Ensinar não é nada fácil, porque precisamos ter muita paciência, força de vontade, uma dose extra de teimosia... sim, teimosia, para não desistir quando os alunos querem que saiamos da escola, deixando a turma por mais um período sem professor. 
É tão estranho que para eles não importa o esforço, pois parece que estão se preparando para repetir a história. É triste que os alunos se conformam com tão pouco. Uma nota para passar de ano parece ser melhor do que aprender. Ruim, mas real. 

Teorias do currículo

17/08/2011

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O texto que publico hoje denomina-se "Teorias do currículo: teorias críticas". Na verdade é uma apresentação em slides, no formato .pdf. É um material português que encontrei nas buscas para minhas leituras de auxílio à minha mãe no curso dela (Pedagogia). 
Como é de se esperar de apresentações em lâminas, não é um texto extenso. No entanto, apresenta ideias centrais com relação às Teorias Críticas do Currículo. Um tema bastante importante para futuros pedagogos (e mais, a futuros professores, seja a área que for). O autor do texto é Nuno Silva Fraga, da Universidade da Madeira (Portugal). Um bom número de material sobre Teorias do Currículo que encontramos na internet tem origem portuguesa e nos elucidam bastante sobre o tema. 
Ele aponta as teorias tradicionais e a teorias críticas, com base no pensamento de Tomaz Tadeu da Silva. Apresenta também o pensamento de vários autores que tratam sobre o currículo, como por exemplo:
- Louis Althusser
- Pierre Bordieu e Jean-Claude Passeron
- Christian Baudelot e Roger Establet
- Paulo Freire
- Henry Giroux 
Dentre outros. 
É um texto bem introdutório, que nos dá um caminho para novas buscas de material complementar para o estudo das Teorias do Currículo. Sugiro uma visita também ao blog do professor: http://nunosilvafraga.net/

Assim que der, trago mais textos para compartilhar.

REFERÊNCIA:
FRAGAS, Nuno Silva. Teorias do currículo: teorias críticas. Universidade da Madeira. Portugal. http://www3.uma.pt/nunosilvafraga/wp-content/uploads/2009/03/teorias-criticas.pdf

Sugestões de textos

21/07/2011

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Outro dia estava organizando meus polígrafos desta graduação e vendo que alguns deles eu nem cheguei a utilizar, já que estou em férias, resolvi lê-los aos poucos e ir publicando meus comentários a respeito desses textos. O primeiro será O estágio supervisionado e suas contribuições para a prática pedagógica do professor (Gilberto Januário). 
Nesse texto você encontrará um relato de experiência de Estágio Supervisionado em Licenciatura em Matemática. O texto tece informações referentes à diferença entre o Estágio Profissional e o Estágio Curricular Supervisionado. Nós licenciandos, ao irmos para os estágios, sentimos a necessidade de compartilhar nossas experiências, nosso ponto de vista sobre o que experienciamos nas escolas. Ainda que tenhamos colegas que não pretendem lecionar, é necessário passar por essa disciplina, uma vez que é um curso de formação de professores e nada mais acertado que pensar a teoria posta em prática. Agora faço alguns recortes do texto de Januário (2008) para que vocês conheçam o material. Logo após indico onde o texto pode ser encontrado, para quem tiver interesse em ler o texto na íntegra. 

"Ao estagiar, o futuro professor passa a enxergar a educação com outro olhar, procurando entender a realidade da escola e o comportamento dos alunos, dos professores e dos profissionais que a ela compõem. Com isso faz uma nova leitura do ambiente (escola, sala de aula, comunidade), procurando meios para intervir positivamente."

"Por meio do ES, o aluno-estagiário não entra somente nas salas de aula. Entra, também, em seu futuro campo de atuação e é lá que terá seu primeiro contato com os alunos, com a realidade da sala de aula, com o sistema educacional e, ainda, com seus futuros colegas de profissão, em quem, algumas vezes, tomará como referências, boas ou não, para a sua prática pedagógica."

REFERÊNCIA DO TRABALHO 
JANUARIO, Gilberto. O Estágio Supervisionado e suas contribuições para a prática pedagógica do professor. In:  SEMINÁRIO DE HISTÓRIA E INVESTIGAÇÕES DE/EM AULAS DE MATEMÁTICA, 2, 2008, Campinas. Anais: II SHIAM. Campinas: GdS/FE-Unicamp, 2008. v. único. p. 1-8.


Disponível  em: 

De blog a diário

28/06/2011

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Hoje que escreverei nada tem a ver com as Letras em Monólogo no sentido inicial que teria um blog de uma universitária de Letras. Minhas letras entram em monólogo com meus sentimentos e os pensamentos torpes que invadem minha cabeça neste exato momento.
De blog a diário é justamente porque hoje sim farei do meu blog um diário no sentido inicial do termo. Coisas de mulher que está carente.
Quando namoramos alguém, não namoramos o carro que por ventura ele possa ter (no meu caso não tem). Nem mesmo pela conta bancária com um saldo super positivo (o que definitivamente não é mesmo o meu caso). Quando namoramos alguém é pela sensação de felicidade que a presença desse outro nos traz (seria esse o meu caso?). Hoje, honestamente, eu não saberia responder.
Quando estamos com alguém a presença desse outro nos faz feliz por sua simples existência. Quando namoramos alguém vemos os defeitos sim, mas estes são o que constituem o outro. Vemos a nossa insegurança ficar toda fragilizada nas mãos de alguém que há algum tempo atrás não fazia parte de nossas vidas, mas que hoje não sabemos ver nossa vida sem que esse outro esteja presente.
Quando amamos, ah, isso sim é um grande problema... quando amamos alguém e não temos a mínima noção de se o outro também sente o mesmo nosso coração parece doer, uma dor psicológica que chega a se tornar física. Nossos pensamentos não são mais racionais e o medo é a pior companhia, mas também é a única que temos.
Quando dedicamos um minuto de nossa atenção a alguém passamos a perceber o quanto somos sensíveis e frágeis e nos damos conta de que força é o que menos possuímos. Eu sei que ele não lerá o meu texto nem mesmo saberá o que sinto e penso agora. Meu medo supera a tentação de falar-lhe. É complicado imaginar que os extremos nos afastam do caminho.
Vivo os dois hoje... eu preciso de atenção. Lógico, que não é a todo momento, porque assim como o outro eu não quero me sentir sufocada, mas não quero me sentir abandonada. Sei que o outro precisa de seu tempo, mas que tempo é este que nunca abre espaço para mim? Que passa na sua cabeça? Que eu não vou deixá-lo respirar? Não... eu só quero o meu momento de atenção. Sentimento existe... Amor existe. O que eu quero é sentir que faço falta na tua vida. Eu quero sentir que sou amada. Consegues entender?

Educação: uma prioridade

17/05/2011

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Este vídeo foi postado pelo @Djafonsotaborda, no dia 17 de maio.
É o depoimento de uma professora do Rio Grande do Norte que fala sobre a situação da educação nacional. Muitas vezes eu ouvi comentários de que professor reclama de barriga cheia, que vivem dizendo que ganham pouco, mas andam em carros zero. Alguém que diz isso sabe quantas horas por dia esse professor precisa trabalhar para ter esse dito luxo? Às vezes, não. Professor também faz curso superior, também precisa se especializar, fazer cursos de formação continuada, correr atrás da qualificação profissional para não correr o risco de ficar estagnado no tempo. Mas, o reconhecimento não vem financeiramente. Alguns professores ganham homenagens póstumas e passam a nominar ruas das cidades por meio de projetos de vereadores que não são eleitos com a exigência de uma escolaridade mínima. Sem querer entrar em discurso polêmico, mas as pessoas poderiam muito bem se engajar na luta histórica da classe docente, porque as reivindicações por salários mais justos e condizentes com a responsabilidade e com o trabalho do professor não são recentes. Estas reivindicações vem de longa data e parece que a cada ano precisamos lutar com mais força, com mais argumentos e com mais dispositivos legais que possam nos permitir pensarmos que um dia seremos profissionais respeitados e valorizados como qualquer outro profissional que tenha estudado, se qualificado para exercer sua profissão. E olha que eu ainda não estou exercendo a minha. 

Eis o vídeo: 


O que...?

12/04/2011

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O que te faz perder o sono é sempre por alegria?
O que te deixa ansioso também te traz euforia? Há respostas que parecem simples, mas as perguntas nos complicam o pensamento. 
Vocês conhecem a metáfora da borboleta? Pois é, às vezes esquecemos que é bem assim que nos acontece. Para que possamos voar, precisamos ter força nas asas. E então, pensamos no que nos faz lutar para chegar mais alto, mais longe. 
O que são os sonhos? O que nos move adiante?
O que hoje nos faz perder o fôlego é exatamente o que nos fazia há alguns anos atrás?
E remover montanhas é mesmo melhor do que escalá-las e ver a paisagem que se forma lá embaixo?
Os questionamentos povoam nossa mente sem que consigamos entender porque eles estão ali. Sem que tenhamos noção de como respondê-los. E dá para perceber que o final é sempre mais difícil... colocar a cereja no bolo dá um trabalhão danado que às vezes temos vontade de desistir da festa. Mas, até quando? Por quê? 
Será que o que nos faz perder o sono hoje é sempre por alegria? 
E será que o que nos deixa ansioso hoje é exatamente o que nos fará feliz daqui um, dois, três anos?
Não tente encontrar as respostas... mas, não evite de fazer as perguntas. Acho que isso já ajuda. Nos dá vida, porque vida é movimento.

é na prática

07/04/2011

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Sempre dizem que é na prática que se aprende a fazer. Especialmente quando estamos na fase de estágios. Me preocupo com isso, porque o Estágio é uma fase em que seremos avaliad@s pela atuação como futuros professores. E sem termos prática é bem possível que não saibamos como atuar em sala de aula. É como o primeiro emprego, mas com uma carga de responsabilidade muito mais carregada, pois estaremos lidando com pessoas que necessitam que saibamos o que estamos fazendo. E nem sempre sabemos. 

Há, sim, aqueles que tem feeling para dar aula, há outros, como eu, que sentem-se inseguros tanto por estar sendo avaliados por algo que ainda não aprendeu e porque têm medo de prejudicar as pessoas que dependem da nossa ação como professores. O que me tranquiliza hoje, antes de começar meu estágio, é a equipe da escola onde vou fazer minha prática. Direção e equipe de professores dispostos a contribuir para que o trabalho flua bem. E espero, que tudo saia bem. E, também, se tiver autorização que eu possa publicar alguns planos de aula aqui. Quem sabe pode servir para alguém. Não?!?!?!