Feliz Ano Novo (De novo)

10/03/2011

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Dia 10 de março... Quinta-feira

Com 69 dias de atraso, eis que enfim começa 2011. E já tivemos duas outras passagens de ano. A primeira em janeiro, na virada 2010/2011. A segunda quando passamos do ano do Tigre para o ano do Coelho. E agora, depois do Carnaval é que de fato começa o ano. Mas... a Terra continuou girando enquanto isso.
As pessoas retornam das férias. Algumas renovadas, outras com umas caras mais amassadas que antes. É, aqui onde trabalho acontece. Há uma pessoa que não importa a época do ano vive se arrastando, parece que tem chumbo nos pés. Já as outras pessoas que voltaram das férias estão com uma preguicinha. Sabem aquela preguicinha de voltar a levantar no horário e ter rotina a cumprir? É, esta mesma... também a tenho eu. Que dúvida?!
Parece que até o céu está de ressaca. Em Bagé, que vive a rotina do racionamento desde janeiro, o céu está nublado, mas chuva que é bom para encher as barragens e amenizar a seca nada de nada. Em compensação, cidades como São Lourenço do Sul, Cristal, Turuçu, Pelotas e cidades vizinhas estão literalmente alagadas pela chuva desta madrugada. É triste a situação. Hoje os noticiários divulgarão imagens do fato.
A natureza pede socorro... estes são sinais de pedido de socorro. Seca em alguns locais, enxurrada em outros. E há pessoas que se preocupam com o resultado do Big Brother, do Carnaval do Rio, do primeiro turno do Gauchão, mas nada de lembrar das campanhas para a preservação do meio ambiente. A Natureza não tira férias. Para ela o ano nunca termina assim como nunca começa. E o homem não se lembra de cuidar, esquece de preservar. Até quando?!?!

04/03/2011

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Depois de diversos dias sem postas nem mesmo acessar meu blog (às vezes faço isso só pra ter certeza de que ele não é visitado... rsrsrs) eis que encontro um comentário. Alguém discordou do texto que publiquei... e o texto nem era meu (claro, dei os devidos créditos). Sabe, é uma pena que muitas vezes as críticas são como alfinetes.
Enfim, o que é engraçado é que o comentário parece dizer que sou uma idiota pelo que publiquei e ainda assim fiquei contente, pois alguém se deu o trabalho de ler meu texto, mesmo que não tenha se identificado ao comentar.
Vem aí Carnaval e a cidade vai esvaziar... Sim, esvaziar, pois Bagé não tem um bom carnaval. Ao menos no meu ponto de vista e de um monte de gente que pega a estrada rumo a Lavras ou Cassino (apenas para começar, porque são os destinos mais procurados pelos bajeenses nesta época). E com cidade vazia... estacionamento vago em vários lugares. E então, nada de reclamações referentes ao Estacionamento Rotativo e, talvez, nada de críticas ao blog... rsrsrsrs.

Bem, era isso então.

Bom carnaval a todos e CUIDEM-SE!!!

Ouro líquido

31/01/2011

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É de conhecimento de todos os problemas da Região Campanha (Rio Grande do Sul) com a falta de chuvas. Com uma reportagem da Roberta Mercio e imagens de Jaime Farias, o Teledomingomostrou a situação atual de Bagé e região pela ausência desse líquido tão precioso e que pode, muito em breve, ser o motivador de inúmeros conflitos entre nações: a água.

Em Bagé essa situação já é histórica. Além de ser motivo de noticiário em jornais nacionais. Tanto que no primeiro JN No Ar de 2011 o destino da equipe da rede Globo se dirigiu à cidade para falar sobre a seca no estado.

Lembro que há pouco mais de 20 anos, a presença de caminhões-pipa era vista como a visita mais esperada pelas pessoas no bairro onde eu morava. Formavam-se filas enormes de pessoas com baldes e tudo o que podiam levar para buscar água. Duas décadas depois vivemos a promessa de uma barragem. A tão sonhada e desejada Barragem da Arvorezinha, porque as que existem (Sanga Rasa, Piraí e Emergencial) não dão conta do uso.

No primeiro levantamento sobre a redução do consumo o Daeb registrou uma economia bastante considerável. As campanhas na mídia pedem que a população faça uso consciente de água, mas infelizmente a parcela que colabora realmente é bem pequena. É lastimável que seja necessário o racionamento de doze horas diárias para que seja possível ter-se garantido o abastecimento a todas as casas e, ainda assim, há locais do município que fica muito difícil e ressurgem os caminhões-pipa.

Em nosso imaginário o pampa gaúcho era formado por verdes campos, pastagens para rebanhos variados e arroios, rios, barragens de lavouras de arroz, açudes cheinhos... O que a reportagem mostrou são cenas muito tristes, comparadas ao cerrado nordestino, em que a geografia explica a falta de chuvas naquela região, mas aqui? O que explica?

Às vezes o pessoal de outras cidades até faz piada com a cidade por causa da seca, mas para quem está aqui? Para quem é daqui? Não é certo não pensarmos no futuro. Não é certo lavar carros e calçadas, tomar banhos demorados, deixar torneira aberta ou gotejando, trocar água de piscinas, até mesmo dar banho no cachorro. É falta de consciência, mas tem muita gente que se permite a estes luxos, pois desperdiçar água é um luxo que algumas pessoas julgam ter direito.

Sobre o vídeo do Teledomingo:

Tantas vezes recebemos e-mails do tipo corrente que trazem imagens de países africanos, assolados pela fome e pela miséria, ou então, vemos na televisão reportagens sobre o Haiti, país de um povo sofrido e que precisa se recuperar além dos conflitos políticos, do terremoto que no ano passado destruiu boa parte da capital, Porto Príncipe.

Ver a Região Campanha sendo arrasada pela seca uma outra vez é extremamente triste. Deu vontade de chorar. Dá vontade de chorar. Quando lembramo que o futuro do Planeta tende a ser ainda mais quente chega a dar certo medo, porque essa região aqui parece ser uma das primeiras a sofrer ao extremo pele escassez de chuvas. Enquanto em outros locais do país a chuva não é bem vinda pois chega muito forte, muito volumosa e constantemente, aqui pensamos: bem que estas nuvens poderiam dividir a água existente neles entre os estados de modo que ninguém ficasse com mais nem menos. Pareço criança ao pensar isso eu sei, mas não custa nada sonhar, rezar e pedir que essa igualdade existisse.

E a água, mineral existente em maior quantidade em nós, seres humanos, que deveríamos ser racionais em seu uso, hoje nos faz falta, aqui no sul do Brasil. A água, que tem a maior extensão no globo terrestre, mas que em rios, lagos e lagoas só ocupa 0,6% do planeta, é o bem natural mais precioso que: nosso ouro líquido. É dela que precisamos para viver. É ela que precisamos preservar.

Engraçado como escrevendo este texto percebo que nem sempre nos recordamos sobre o prazer que temos em certas situações. A exemplo disto são os banhos depois de um dia de trabalho cansativo ou então um copo de água bem gelada quando o calor do verão parece entrar pelos poros. Não quero ser piegas nem pedante, mas seria legal passarmos a ideia de que a água é tão importante para nós como qualquer órgão vital em nosso organismo. Procure imagens de Bagé durante o período de estiagem e descubra você mesmo o porquê do desejo de chuvas regulares. Bem, podia ser mais, mas por hoje era isso. Grata pela sua atenção.

Fonte: http://www.diariopopular.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?id=6&noticia=31857

Estacionamento Rotativo

27/01/2011

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A partir do dia 31 de janeiro entra em vigor o Estacionamento Rotativo nas principais quadras do centro de Bagé. Há alguns dias já vem sendo tomadas iniciativas como:
  • Capacitação dos monitores que atuarão na fiscalização;
  • Distribuição de panfletos explicativos;
  • Divulgação na imprensa local;
  • Pintura do meio-fio das calçadas da área azul;
  • Divulgação dos pontos autorizados a vender o cartão de estacionamento.

Tenho uma dúvida quanto aos estacionamentos de motos que ficam (ou ficavam) localizadas na futura área azul, pois até o momento não vi informação a respeito. De qualquer forma, a lista abaixo traz os pontos de venda dos cartões de estacionamento, que são dois (um vermelho, que dá direito ao motorista de usar o estacionamento por até 30 minutos e é comercializado no valor de R$ 0,50; e um amarelo, que dá direito a estacionar no local por 1 hora e é vendido por R$ 1,00). Note-se que poderão ser utilizados no máximo 2 cartões amarelos, portanto devendo o veículo permanecer no local por no máximo 2 horas.


PONTOS DE VENDA

  • SINDILOJAS - Gen. Neto, 19, 8º andar do Edifício Bagé, Centro
  • Padaria Pão Nosso - Barão do Itaqui, 308 - bairro Getulio Vargas
  • Intuição Acessórios - Sete de Setembro, 1171, Centro
  • Loja Mandala Tribos - Sete de Setembro, 1066, Centro
  • Microeletrônica - Presidente Vargas, 44, Centro
  • Loja Waffa - Bento Gonçalves, 31 E, Centro
  • LEB Editora e Distribuidora de Livros Ltda - Sete de Setembro, 1314, Centro
  • Cine 7 - Sete de Setembro, 1062, Centro
  • Loja Perfil - General Neto, 150, sala 02, Centro
  • Farmácia Alves - Mal. Floriano, 1001, Centro
  • Agafarma - Sete de Setembro, 1200, Centro
  • Lotérica Alves - Gen. Osório, 1086, Centro
  • Farmácia Alves - Bento Gonçalves, 186 D, Centro
  • Loja Barriga Verde - Sete de Setembro, 1043, Centro
  • Loja Sola e Tela - Sete de setembro, 1106, Centro
  • Padaria Affonso - Sete de Setembro, 1142, Centro
  • Loja Bella Casa - Sete de Setembro, 868, Centro
  • Agropecuária Tamanini - av. Santa Tecla, 821, Getulio Vargas
  • Lojas Obino - Toda a rede
  • Loja Parceria - Monsenhor Constábilie Hipólito, 38, Centro
  • Loja Maicha Langerie - Sete de Setembro, 729, sala 01, Centro
  • Loja FB Streetwear - Sete de Setembro, 1206, Centro
  • Peruzzo Supermercados - Toda a rede
  • Peruzzo Combustíveis - Toda a rede
  • Optica Conquistadora - Sete de Setembro, 1088, Centro
  • Farmácia São Francisco - Sete de Setembro nº 778
  • Loja Carioca Store - Sete de Setembro nº 1021

Trilhas

11/01/2011

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Difícil entender, não? Quando a gente chega num ponto do caminho e não vê estrada à frente. Às vezes, há os que encontram vários caminhos e dizem: estou numa encruzilhada. Como se a cruz se desfizesse com o tempo ou com a caminhada. Há quem caminhe sempre em linha reta e não perceba o que se passa ao redor. Também há as trajetórias curvilíneas, que parecem mais longas que as anteriores, mas podem trazer muitas surpresas, sejam elas de toda natureza: boas ou más.

Seguir o trajeto é um caminho individual. Não, não estou dizendo nada sobre individualismo. É sobre individual, sobre o indivíduo. Cada um com sua personalidade, criando as trilhas de sua passagem por esta ou aquela estrada. E não é que isso é real? Pode haver alguém caminhando ao nosso lado, mas não decidimos por seu ritmo, por seus passos, se faz paradas na estrada ou se decide escolher outro rumo. A caminhada é sempre sua, mesmo havendo alguém que caminhe ao seu lado. A decisão sobre os passos do outro não depende de tua vontade, mas da dele.

E de repente, em determinado ponto do caminho não há estrada à frente. O que fazer? O que isto significa? Quer dizer que já se chegou ao ponto de chegada? Talvez não, talvez seja o momento de abrir novos caminhos, de rumar para outras trajetórias. E abrir caminhos não é assim uma tarefa fácil. Por isso, às vezes encontramos clareiras de uma estrada que poderia ter sido aberta, mas não foi. Por isso, às vezes percebemos rastros de ida e volta... quem estava indo, por algum motivo resolveu voltar para a estrada já trilhada.

Ainda assim, o caminho não é único nem mesmo fixo. Essa é a vida. Tecida e trilhada por diversos caminhos que se entrecruzam e se perpassam sempre, mas que jamais será estática. Fácil entender, não? Difícil mesmo é criar coragem para não abandonar a caminhada. Lembre-se: é permitido parar um pouco para tomar fôlego, portanto não se envergonhe quando o cansaço chegar e você precisar sentar à beira do caminho para decidir como, quando e por onde retornar sua caminhada. Essa é a sua vida. Trilhe-a sem atropelar ninguém.

1ª de 2011

03/01/2011

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Há dias venho pensando no que escrever para a primeira postagem de 2011, mas percebo que meus pensamentos querem férias.
Começar um novo ano deveria ser a todo instante, a cada dia, a cada começo de semana, de mês. Não acham? Mas, de qualquer maneira é válida a intenção de desejar um ano de realizações, pois realizações são importantes em qualquer momento da vida.

Não é um novo ano se não me renasço em esperança e deixo que as atribulações cotidianas me dividam o pensamento entre o que eu gostaria que acontecesse e o que devo fazer; não é um novo ano se não consigo me renovar e fazer parte da mudança que desejo para mim e para os outros, pois refazer-se a cada dia é recriar motivos para a alegria estampar-se no rosto; a noite chega ao fim do dia não para trazer escuridão, mas para trazer o descanso de um dia que nasceu para buscarmos o caminho da evolução. A lua não aquece como o sol porque precisamos de ternura e para que possamos contemplar a natureza divina. Para olharmos o céu à noite e agradecermos pela dádiva de vivermos mais um dia. O sol nos aquece e dá força para criarmos oportunidades para o crescimento diário. Ambos são astros que trabalham em harmonia, ainda que em turnos diferentes. Nós também assim o deveríamos fazê-lo com nosso semelhante: atuarmos em consonância e não na vontade de que o próximo se afaste.
Não é um novo ano quando continuo cometendo os mesmos erros sem reconhecer que poderia aprender com as situações vividas. Experiência não são o que vivemos e sim o que aprendemos com o que vivemos. Aquilo que nos torna melhores. Seres contemplativos da Criação.
A paz é pregada a cada começo de ano, mas raramente cumprida em seu transcurso. O amor é desejo de todos, mas quem dá morada a ele quando tenta se aproximar? O perdão... esse menino carente de abrigo fica perambulando pela vida encontrando raras pessoas que lhe concedem atenção. Mas, ainda assim não posso dizer que não devemos desejar Feliz Ano Novo aos que se aproximam. Deveríamos, mesmo, dar oportunidades para o Novo Ano ser realmente aquilo que desejamos nos votos de Boas Festas.
Pois, não é um novo ano
se eu destruo o sonho de uma criança,
se eu aponto meu semelhante diante de um vacilo seu
se me escondo sob “mentiras piadosas”
se desrespeito o que é correto
se finjo não perceber que alguém precisa de ajuda
se desejo que o futuro seja bom apenas para mim
se espero. Apenas espero colher frutos sem plantar
Não é um novo ano
quando abandono um sonho
quando sou desonesto comigo
quando minto para mim e para os outros
quando finjo esquecer, mas jamais perdoo
quando a lembrança do que foi ruim transcende as coisas boas
Nunca será um bom novo ano se nós simplesmente deixarmos de sermos novas pessoas. Se nosso interior continuar amargo e sem fé e esperança.

Desejo a todos os leitores do Blog (que são poucos, porém muito especiais) um 2011 de felicidade e sucesso.  

inventário

21/12/2010

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No final do ano muitas empresas fazem inventário patrimonial, fecham para balanço. Em nossas vidas não é possível fechar, porém, ainda assim podemos parar um pouquinho para (re)avaliar o ano. O meu saldo? Bem, creio que não posso dizer que vou sair no vermelho, pois um ano a mais é sempre somatório, ainda que as experiências não tenham sido agradáveis.
Trago apenas a sensação de que eu poderia ter fechado mais a boca e só porque ter-me-ia sido mais útil. Nem todas as pessoas entendem palavras claras ditas por metáforas;
Poderia ter chorado menos e isso tem forte relação com as minhas escolhas. Escolhi ser adulta quando ainda carrego muito de menina... e o estrago foi tremendo.
Poderia ter me divertido mais, mas pensei que isso era somente para as pessoas felizes e deixei sempre para amanhã, e depois, e depois.
Talvez tivesse sido menos ingênua, mas não percebi quando, em alguns momentos, a sinceridade das pessoas estava presente no tom de voz, no olhar evasivo e em palavras mal colocadas.
De repente eu pudesse ter mentido menos para mim, fingindo que tudo no final daria certo. Nem sempre dá e isso é natural.
Quem sabe eu não devesse ter dado minha opinião, pois, muitas vezes o que interessa às pessoas é ouvir o que lhes convém e não o que é necessário ser dito.
E pior,
para minha defesa, meu único advogado devem ser minhas atitudes. Nunca, em hipótese alguma devo sequer imaginar que as pessoas ao meu redor terão a sensibilidade de compreender que eu só preciso de apoio, uma mão que se estenda e passos que caminhem ao meu lado.
Descobri da forma mais dolorida que amigos de verdade não se fazem em certos locais e que, às vezes, a minha entrega será vista como burrice.
Por isso... como lagarta, entro no meu casulo e espero que a fase da metamorfose me transforme numa bela borboleta, que se lançará em outros horizontes e possa, enfim, sentir-se feliz por não ter desistido de passar pela dor de formar asas.